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Pesquisador investe em versão "user-friendly" de escrituras judaicas

Durante os últimos trinta anos, Menachem Cohen, um pesquisador israelense, esteve em uma missão de proporções literalmente bíblicas: corrigir todos os erros textuais conhecidos nas escrituras judaicas, no intuito de produzir uma "versão definitiva" do Antigo Testamento. Sua edição, cujo foco principal está em equívocos gramaticais e más interpretações simbólicas, marca a primeira grande revisão da Bíblia Hebraica nos últimos 500 anos.

Apoiando-se em manuscritos medievais, Cohen identificou cerca de 1500 imprecisões textuais, corrigido-as no seu conjunto pessoal de 21 volumes. O capítulo final está previsto para ser publicado em 2013.

"Foi surpreendente para mim que por 500 anos as pessoas não tenham percebido tais erros. Elas simplesmente assumiram que estava tudo bem, mas na prática nem tudo estava".

O projeto fortalece a característica judaica de aperfeiçoar cada minúscula notação bíblica, de forma a assegurar que distintas comunidades religiosas ao redor do mundo usem exatamente a mesma versão do livro sagrado. De acordo com a lei judaica, um texto da Torá é considerado nulo mesmo quando apenas uma única letra está mal posicionada ou grafada. Contudo, Cohen não busca alterações em textos usados nos ritos judaicos formais, o que provavelmente desencadeou ou desencadeará uma tempestade de oposição e crítica. Em vez disso, ele está dando atenção a versões comumente utilizadas para o estudo de leitores leigos.

O último homem a assumir este desafio foi Jacob Ben-Hayim, que publicou o Mikraot Gedolot, (ou “Grandes Escrituras”) em Veneza, em 1525. Sua versão, que unificou diversos textos sagrados e comentários sob uma única perspectiva, manteve-se como padrão durante gerações, figurando até hoje nas prateleiras e cabeceiras de todo o mundo.

Para alcançar seu objetivo, Cohen baseou-se principalmente no Códex de Aleppo, pergaminho milenar considerado como a cópia mais exata da Bíblia original. Durante séculos, este pergaminho permaneceu trancafiado em uma gruta na sinagoga de Aleppo, Síria, fora do alcance da maior parte dos estudiosos. Em 1947, uma multidão síria queimou a sinagoga, e o Códex desapareceu por dez anos.

Ainda que esteja digitalizado, cerca de um terço do texto continua desaparecido. Em função disto, Cohen teve de recriar os cinco livros de Moisés com base em tendências que ele observou nos fragmentos restantes e em outras fontes confiáveis, como o Códex de Leningrado, do século XI, considerado a segunda versão mais precisa da Bíblia judaica. O pesquisador também se preocupou em incluir anexos com comentários mais abrangentes, com destaque aos do Rabino Shlomo Yitzhaki (também do século XI), conhecido como “Rashi”.

Com a ajuda de seu filho Shmuel, um desenvolvedor de softwares, Cohen lançou uma versão digital do projeto, e espera que ela venha a se tornar referência para o sistema educacional israelense. Segundo ele, seu objetivo final é "corrigir o passado e se preparar para o futuro". Cohen assume orgulho por esta versão digital, em especial pelo fato dela permitir que até mesmo os indivíduos menos familiarizados com os textos judaicos sejam capazes de explorá-la com facilidade. "Hoje podemos criar fontes de informação e pesquisa que permitam a obtenção de respostas para tudo o que nos perguntamos. E eu quero que a Bíblia seja 'user-friendly'", conclui.

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