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Gladiadores e seus bastidores: As representações do gladiador

Dando sequência à divulgação de artigos focados nos bastidores da vida - e da morte - dos gladiadores, o Laboratório de Estudos Antigos e Medievais apresenta a pequena reportagem de Sarah Yeomans, intitulada "Gladiadores vitoriosos". A tradução é da aluna e pesquisadora Thais Aparecida Bassi Soares.

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Após uma investigação de três anos, autoridades italianas recuperaram uma dúzia de painéis de friso roubados, com magníficas imagens de gladiadores esculpidas. Representações de gladiadores eram comuns em monumentos funerários das altas classes romanas, no Império Tardio, mas estas documentam jogos que datam do início do século a.C. Elas possibilitam aos estudiosos um raro olhar dos torneios enquanto eles evoluíram de rituais funerários com grande significado religioso, para eventos que promoviam o poder político e o prestígio da elite romana.

As autoridades encontraram as esculturas, escondidas por ladrões sob uma fina camada de terra, perto da moderna cidade de Fiano Romano, local do antigo povoado de Lucus Feroniae, a 40 km ao norte de Roma. “Eles foram dispostos lado a lado como dominós”, diz Anna Maria Moretti, superintendente de Arqueologia no norte de Roma. “Os saqueadores as colocaram lado a lado com grande precisão, para não danificá-las e diminuir o seu valor”.

Nas placas que decoravam o túmulo, havia seis pares de lutadores. “À direita, nós podemos ver um gladiador pisando sobre a mão do oponente”, diz Moretti. “O gladiador caído levanta o dedo, em um gesto típico, pedindo por misericórdia. Outra cena, mais acima, mostra um gladiador morrendo, caído no chão com seu escudo perdido”. O gladiador com seu dedo levantado reflete a tradição da luta ad digitum, teoricamente encerrada quando o oponente sinaliza a derrota com as mãos.

Músicos são mostrados cercando os combatentes. Um toca um chifre curvo ou cornu, outros dois tocam tuba, um trompete de quatro metros de comprimento em linha reta.

Os painéis são extremamente importantes devido à sua qualidade, bem como a precisão com que as armas e armaduras de gladiadores são retratados”, diz Moretti. “Eles são do período inicial do reinado de Augusto, antes dele instituir algumas mudanças nos Ludi (escola de gladiadores), e nos estilos de armaduras e armas dos gladiadores. As imagens nos frisos representam vestimentas e armas de batalha muito mais simples do que aquelas criadas após a era de Augusto”.

Os frisos e os outros artefatos foram restaurados, e inicialmente exibidos no Museu Villa Guilia, em Roma. Contudo, foram transferidos para o Museu de Arqueologia de Lucus Feroniae, onde ficarão permanentemente em exposição. “Era importante que por algum tempo compartilhássemos as descobertas com o público mas, quando possível, também era interessante que elas retornassem à sua região de origem”, diz Moretti. “Temos sorte por eles não terem desaparecido por muito tempo. Da batalha contra o comércio ilegal de antiguidades, parece que esses gladiadores também saíram como vencedores”.

Fonte.

Veja também: Gladiadores e seus bastidores: A dieta do gladiador

 

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