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Arqueólogos confirmam a localização da mais antiga fortificação militar romana já encontrada

Arqueólogos da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz anunciaram a descoberta de uma fortificação militar romana que remonta à época em que Júlio César lançou sua Guerra Gaulesa no final dos anos 50 aC.

O local foi encontrado perto Hermeskeil, uma pequena cidade a cerca de 30 quilômetros a sudeste da cidade de Trier, no estado federal alemão da Renânia-Palatinado. O sítio integra a mais antiga fortificação militar romana conhecida na Alemanha até a presente data, e os arqueólogos acreditam que lançará novas luzes sobre as conquistas de Roma sobre a Gália.

"Os restos deste acampamento militar são as primeiras peças de evidência arqueológica de um dos mais importantes episódios da História mundial", comentou a Dra. Sabine Hornung, do Instituto de Pré e Proto-História na UJG. "É bem possível que a resistência da tribo celta dos Treveri tenha sido quebrada em uma campanha romana coordenada a partir desta fortaleza".

A existência deste sítio arqueológico, com um tamanho aproximado de 260 mil metros quadrados, era conhecida entre os pesquisadores desde o século XIX, mas sua análise foi discutida de forma controversa. "Alguns vestígios da muralha ainda estão preservados na floresta, mas não era possível provar que estas ruínas de fato integravam um acampamento militar romano, como arqueólogos e historiadores locais suspeitavam há décadas", explica Hornung.

A descoberta veio através de investigações sistemáticas, estreitamente ligadas à pesquisa arqueológica realizada nas proximidades do antigo assentamento celta de "Hunnenring”. Este assentamento encontra-se a apenas 5 km do acampamento militar em Hermeskeil, e pode ser visto diretamente da fortaleza romana. À custa do desenvolvimento agrícola, grandes seções da fortaleza estão ameaçadas, e estão em perigo de se perder para sempre.

Sabine Hornung e sua equipe começaram a trabalhar em Hermeskeil em março de 2010. A pesquisa inicial permitiu a determinação do tamanho e da forma do campo militar, que foi fortalecido com uma muralha de terra e uma vala. Os pesquisadores determinaram que a fortaleza consistia de uma estrutura terraplanada praticamente retangular, com cantos arredondados, e que seu espaço interno era suficiente para abrigar milhares de soldados, incluindo legiões e auxiliares montados. Uma extensão de 76 mil metros quadrados abrangia uma fonte, que aparentemente garantiu o abastecimento de água para as tropas.

Estes achados possibilitaram a realização de escavações específicas e, no verão de 2011, os arqueólogos encontraram um dos portões do acampamento. Nos espaços entre as pedras que pavimentavam essa entrada, a equipe de Hornung deparou-se com uma grande quantidade de pregos provenientes das sandálias dos soldados romanos, que se soltavam enquanto os homens marchavam. As dimensões destes pregos foram os primeiros indicativos de que o acampamento militar de Hermeskeil remontava ao tempo da Guerra Gaulesa, teoria posteriormente confirmada por fragmentos de vasos desenterrados durante as escavações.

Em seu De Bello Gallico, Júlio César informa que a tribo dos Treveri foi dividida em facções anti-romanas e pró-romanas. A facção anti-romana, liderada pelos aristocratas Indutiomarus e seus familiares, fomentou agitações que culminaram em represálias romanas entre os anos de 54/53 aC. e 51 aC., ao longo das quais a resistência dos invasores foi quebrada. As recentes descobertas nos arredores de Hermeskeil são inestimáveis evidências arqueológicas para o esclarecimento das lacunas históricas do incidente.

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