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Arqueólogos encontram mãos humanas em escavação no Egito

Uma equipe de arqueólogos escavou as remanescências de um palácio na antiga cidade de Avaris, no Egito, e fez uma descoberta macabra. Os pesquisadores desenterraram os ossos de dezesseis mãos humanas, armazenadas em quatro caixas. Dois dos poços escavados, localizados à frente do que acredita-se ter sido um salão real, continham uma mão cada. Outros dois poços, aparentemente construídos em uma época posterior do lado de fora do palácio, contêm as quatorze mãos restantes.

As descobertas datam de dezesseis séculos antes de nossa era, tempo em que os hicsos, do norte de Canaã, controlavam parte do Egito e instalaram sua capital em Avaris – atualmente conhecida como Tell el-Daba. As mãos parecem ser a primeira evidência física de uma prática atestada nos relatos egípcios da época, em que um soldado apresentava a mão direita do inimigo em troca de ouro. "Nossa evidência é a mais antiga, e a única material", disse Manfred Bietak, diretor do projeto. "Cada poço representa um cerimonial".

Cortar a mão direita, especificamente, não só ajudaria na contagem das vítimas, mas também serviria ao propósito simbólico de privar o oponente de sua força. Um dos mais valiosos relatos desta prática está registrado nas paredes tumulares de Ahmose, filho de Ibana, narrando a resistência egípcia em uma campanha contra a incursão dos hicsos. Escrita quase um século depois do enterro das dezesseis mãos, a inscrição diz: "Então travei a luta corpo a corpo. Trouxe uma mão comigo, e informei ao arauto real". Por seus esforços, o escritor foi agraciado com "o ouro de valor". Mais tarde, dessa vez em uma campanha contra os núbios, ao sul, Ahmose trouxe três mãos e foi recompensado com "ouro em dobro", sugere a inscrição.

Bietak ressaltou que a despeito desta descoberta ser a primeira evidência física dessa prática, a violência no tratamento de prisioneiros no Egito Antigo não é novidade. A Placa de Narmer, artefato de cinco mil anos e datado da época da unificação egípcia, mostra prisioneiros decapitados e um faraó prestes a esmagar a cabeça de um homem ajoelhado.

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