Seminário
Seminário de Estudos Interdisciplinares
CUIA
Comissão Universidade para os Índios
Projetos de Extensão
Projetos de extensão e formação desenvolvidos no LAEE
Sobre nós

O PROGRAMA INTERDISCIPLINAR DE ESTUDOS DE POPULAÇÕES - LABORATÓRIO DE ARQUEOLOGIA, ETNOLOGIA E ETNO-HISTÓRIA DA UEM.

 
 

 

Descrição e proposta de trabalho.

Criado em 1996 o Programa Interdisciplinar de Estudos de Populações - Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história, se propõe a pesquisar as relações sócioculturais entre as populações indígenas no Sul do Brasil com as sociedades envolventes. A pesquisa implementada no LAEE - LABORATÓRIO DE ARQUEOLOGIA, ETNOLOGIA E ETNO-HISTÓRIA, problematiza a idéia de que as propostas de investigação interdisciplinar tornaram-se corriqueiras no meio acadêmico brasileiro nas últimas duas décadas, todavia, ações efetivamente interdisciplinares continuam bastante raras. Muitos pesquisadores procuram explorar questões e noções advindas de diferentes áreas, mas por trabalharem isolados, podem incorrer em definições conceituais não adequadas na abordagem dos objetos de pesquisa bem como não definir de forma apropriada os instrumentos de coleta, organização e análise dos dados. A alternativa para superar tais situações reside na prática coletiva interdisciplinar, ou seja, diferentes pesquisadores concorrendo para o diálogo comum a partir de suas competências específicas.
 
Com essa ancoragem o Programa Interdisplinar de Estudos de Populações - Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história, foi inscrito como um Grupo de pesquisa cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ desde 1997, congregando pesquisadores de várias áreas das ciências humanas e da Terra da UEM e de outras universidades, com o objetivo de produzir conhecimento sobre as diversas populações que viveram e vivem na bacia do rio Paraná, com especial atenção para os afluentes da sua margem esquerda. Também desenvolve-se, dentro do Programa de Pós-Graduação em História, reflexões relativas à variabilidade das ocupações humanas e das problemáticas sobre as fronteiras como locais de encontro de diversidades e de confrontação de experiências históricas, sociais, culturais, religiosas, cientificas, etc.
 
Estudamos tanto as populações pré-colombianas, aqui instaladas desde o fim do Pleistoceno, como as populações indígenas presentes ainda hoje, e as populações de migrantes europeus, africanos e asiáticos que aqui se instalaram após 1500, não de forma isolada, mas nas suas relações socioculturais.
 
As principais linhas de pesquisa desenvolvidas são:
 
  • Pesquisa arqueológica na bacia do rio Paraná: atividade planejada para ter longa duração, cujo estágio inicial pretende fazer um reconhecimento geral da região noroeste, para definir futuras áreas permanentes de pesquisa sistemática; também utiliza informações históricas, etnológicas, biológicas, geológicas e físico-químicas;
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  • Pesquisa histórica sobre as populações indígenas: projeto planejado para estudar as populações indígenas que viveram na bacia do rio Paraná, entre os séculos XVI e XIX; também usa dados arqueológicos, etnológicos, ambientais; analisa políticas governamentais; contatos, guerras e outros conflitos interétnicos;
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  • Pesquisa etnológica sobre populações indígenas atuais: visa estudar as populações indígenas que vivem na região. Pesquisa interdisciplinar com uso de dados arqueológicos, históricos, etnobiológicos, ambientais.
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  • Pesquisa sobre as minorias étnicas: procura estudar essas minorias do ponto de vista da História, Antropologia e da Sociologia; analisa conceitos sobre tipologias humanas; estuda História Regional e produções de discursos oficiais sobre essas populações;
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  • Educação Escolar Indígena: visa compreender a Educação Escolar Indígena investigando as políticas educacionais, a legislação, a ação pedagógica, a elaboração e utilização de materiais didáticos específicos, a gestão escolar, as questões socioculturais, e a formação dos professores índios e não índios que atuam nas escolas indígenas do Paraná.
 
 

Principais projetos de pesquisa com financiamentos desenvolvidos no período de 2010 a 2013

 
 
Projeto: A história dos índios Kaingang no vale do rio Tibagi – Pr. 1889 a 1949.
Descrição: A presente pesquisa tem como objetivo principal estudar o processo de desterritorialização das comunidades Kaingang presentes na bacia do rio Tibagi no estado do Paraná, no período de 1889 a 1949. Nesse período de constituição da Republica, iniciado em 1889 até a demarcação final das Terras Indígenas em 1949, os Kaingang do vale do rio Tibagi tiveram que desenvolver estratégias políticas apropriadas e especificas para contrapor a política do estado nacional e paranaense de redução de seus territórios. Políticas estatais estas que visaram à sua desterritorialização e sua diluição no povo brasileiro e paranaense. O estudo proposto procurará demonstrar o processo histórico e às complexas relações interculturais que existiram nesse processo. Buscar-se-á ir além das explicações oficiais de transformação (aculturação) das populações indígenas em populações rurais. Também evitar-se-á a armadilha da história polarizada que simplifica essas relações entre vencedores e derrotados. Assim, esse estudo tentará demonstrar que o processo de desterritorialização das populações Kaingang, se por um lado aprofundaram as relações de dependências deles para com o estado redefinindo profundamente sua dimensão sócio-cultural, por outro garantiram sua presença em partes de seus territórios tradicionais no vale do rio Tibagi.

 

Projeto: JANÉ REKÓ PORONUHÁ (O Contar de Nossa Existência) Programa Interinstitucional e Multidisciplinar de Pesquisa Sobre o Povo Xetá
Descrição: Objetivo do projeto foi implementar um programa interinstitucional e multidisciplinar de pesquisa, revitalização e divulgação da cultura do povo Xetá. Ele resultou de um plano de trabalho traçado para contemplar vários aspectos da temática Xetá, dentre eles a criação de um Programa Interinstitucional e Multidisciplinar de pesquisa sobre o povo Xetá, envolvendo a principio universidades – UNB, UFMT, UEM e o Museu Paranaense – com o objetivo de realizar pesquisas que recuperassem o legado cultural (material e imaterial) do povo Xetá e disponibilizasse esse material aos seus remanescentes, aos órgãos institucionais do Estado do Paraná que desenvolvem políticas de atendimento aos povos indígenas - Secretaria de Educação - e a sociedade em geral, bem como, a elaboração e publicação de material didático para a revitalização da língua Xetá no periodo de 2010 a 2013.

 

Projeto: Diagnóstico Sócio-Ambiental da T.I. – Apucaraninha – PR
Descrição: Os objetivos do projeto foram: Produzir um Diagnóstico Sócio-Ambiental da T.I. – Apucaraninha – PR, e um Plano de Gestão Sócio-Ambiental para a T.I. – Apucaraninha – PR. Orientar a realização de um diagnóstico socioeconômico e cultural da população e ambiental do território de uso atual da comunidade indígena Apucaraninha, bem como propor um programa de sustentabilidade socioeconômica, cultural e ambiental. O programa foi composto de vários projetos nas áreas produtivas, socioambiental, sociocultural e de capacitação indígena. Envolveu as Universidades Estaduais de Londrina e Maringá com financiamento da Cia Paranaense de Energia - COPEL para o desenvolvimento das atividades: a) Antropologia; Geoprocessamento; Agronomia; Geologia; Veterinária ou Zootecnia; e Nutrição.
 

Projeto: Diagnóstico Sócio-Educativo da não Alfabetização Indígena e Formação de Agentes Culturais Alfabetizadores nas Terras Indígenas Ivaí, Faxinal, Queimadas e Mococa no Paraná. 

 

Projeto: Pesquisa arqueológica na Redução Jesuítica de Santo Inácio do Ipaumbucu Pr
Descrição: Este projeto realizou pesquisas Arqueológicas e Históricas nas ruínas da Redução Jesuítica de Santo Inácio. Produziu-se Carta Topográfica da área da Redução com isolinhas eqüidistantes em um (01) metro; prospecção geo-magnética da área, com carta temática; prospecção eco-dooper para determinação de possíveis estruturas, e um texto sobre a história da ocupação humana da Redução de Santo Inácio com a publicação de um livro. Também realizou o cercamento e proteção da área da Redução, e construiu uma infraestrutura que abrigou o Museu Histórico e Laboratório de pesquisas, garantindo a proteção da área demarcada da Redução, e o acervamento do material arqueológico para disponibilização aos pesquisadores e comunidade em geral.

 
 

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