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Departamento de História

Departamento de História

Edital n° 010-2021 - DHI - Comissão Eleitoral

Edital n° 008-2021 - DHI - Comissão Eleitoral

Edital n° 009-2021 - DHI - Comissão Eleitoral

EDITAL Nº 005-2021-DHI

EDITAL Nº 006-2021-DHI

Histórico

O curso de Licenciatura Plena em História foi criado em dezembro de 1966, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, para atender às demandas regionais na qualificação de recursos humanos para o ensino de 1o. e 2o. graus na área de História e para o ensino superior nas áreas História, Geografia e Pedagogia. A Faculdade de Filosofia registrou suas primeiras atividades ofertando cursos diurnos, com 05 horas diárias. A duração da licenciatura em História compreendia cerca de 2900 horas/aula, integralizadas em 04 anos letivos.

A partir de 1971, com a Universidade já instalada, o curso de História passou a ser ofertado em turno noturno, mantendo a duração de 04 anos. O curso noturno não registrou nenhuma alteração curricular, apenas a redução da hora/aula de 50 para 40 minutos, propiciando as adequações necessárias e ofertando aulas aos sábados.

Entretanto, em consequência da RESOLUÇÃO No. 01 – CFE, de 17 de fevereiro de 1972, houve a adequação do fluxograma do curso ao regime semestral, reduzindo a carga horária total para cerca de 2400 horas/aula. Registra-se aí, a primeira experiência de adaptação de grade curricular, com grandes transtornos para os discentes, pois acarretava a redução de um período de 01 (um) ano na duração do curso. Tal redução viabilizou-se de duas formas: 1) por meio da concentração de conteúdo de duas disciplinas em uma; e, 2) a redução pura e simples da carga horária das disciplinas ofertadas.

Com a extinção do curso de Estudos Sociais, em 1980 obteve-se a aprovação de uma nova proposta curricular para a licenciatura plena em História com duração de 04 anos – RESOLUÇÃO No. 044/80 CEP, de 22 de julho de 1980. A partir de 1982, dentro do regime de matrícula por disciplina, o currículo do curso de História passou por alterações nas ementas e programas de suas disciplinas e foram introduzidas várias disciplinas eletivas. Tal mudança visava o estudo de questões contemporâneas, bem como a preparação do futuro profissional para a pesquisa. O número de inscrito ao concurso vestibular para o curso de História aumentou gradativamente desde 1981 e a partir de 2/1984 se manteve entre 110 e 150 candidatos. Em 1/91 o curso tinha 251 alunos matriculados. O número de profissionais formados se manteve, a partir de 1987, entre 10 e 15 por semestre, que receberam o grau de Licenciado em História. No primeiro semestre de 1991 houve 18 formandos, perfazendo um total de 367 formados.

Em 1991 foi aprovado um novo Projeto Pedagógico do Curso de História que continha, além da habilitação Licenciatura, a habilitação Bacharelado. O novo currículo foi implantado no ano seguinte. Portanto, o currículo hoje em vigor foi implantado em 1992, com o regime seriado anual, por meio da RESOLUÇÃO No. 192/91 –CEP, de 18 de dezembro de 1991. Há que se ressaltar que a partir do ano de 1997 a habilitação Bacharelado deixou de ser oferecida, pela ausência de demanda.

Em 2004 foi implantado um novo currículo para o curso de História, baseado no regime seriado anual, com a oferta da habilitação licenciatura, com duração mínima de quatro e máxima de 8 anos. Em 2005 foi aprovado outro projeto pedagógico de curso que extinguiu a habilitação bacharelado, manteve apenas a licenciatura e instituiu componentes curriculares optativos (disciplinas e tópicos especiais). Além disso, para atender às exigências da legislação federal, foi ampliada a carga horária de Estágio Curricular Supervisionado e de Metodologia do Ensino. Em 2008, o projeto pedagógico do curso de História passou por novas alterações, visando adequações da carga horária mínima exigida pelo Conselho Nacional de Educação, de 2800 horas/relógio e introduziu a disciplina de Libras.

Em 2010, segundo semestre, foi criado o curso de História, Licenciatura Plena, no município de Ivaiporã, campus Regional do Vale do Ivaí (CRV), para atender uma demanda da região do Vale do Ivaí na formação de recursos humanos para atuar na Educação Básica (séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio). Ofertado no período noturno, com duração mínima de 4 anos letivos e máxima de 8 anos, o curso tem a mesma estrutura curricular do campus sede – Maringá. O Departamento de História oferece também, o curso na modalidade a distância (EaD), criado no ano de 2010, e o curso de Formação de Professores da Educação Básica (ParFor) ofertado por intermédio do Plano Nacional da Educação Básica. No ano de 2017 o projeto pedagógico do Curso de História passou por nova alteração para adequar-se às normativas do Conselho Estadual de Educação (Deliberação 001/2017-CEE), Deliberação 001/2017-CEE, no que diz respeito à obrigatoriedade de atender as Resoluções do Conselho Nacional de Educação no tocante às Diretrizes para a Educação das Relações Étnico-Raciais(01/2004-CNE); de Direitos Humanos (Resolução 01/2012-CNE); de Educação Ambiental (Resolução 002/2012-CNE) e de Políticas Públicas e Gestão em Educação; e da obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígenas na educação básica.

No ano de 2017, o curso de História da Universidade Estadual de Maringá, comemorou cinquenta anos. Ao longo deste meio século de existência, o curso e a instituição, vêm cumprindo relevante papel regional em termos de consolidação de uma política de oferta de cursos de graduação, para formação profissional, tanto para a região de Maringá, quanto para outras regiões nas quais a UEM têm os campus avançados nos municípios de: Cianorte, Goioerê, Cidade Gaúcha, Diamante do Norte; Ivaiporã e Umuarama, avançando no processo de interiorização e expansão da rede pública de educação superior para a formação de profissionais, sendo mais de 60 cursos de graduação, além de oferta de cursos de pós-graduação, lato sensu (especialização presencial e na modalidade EaD) e stricto sensu (mestrado e doutorado acadêmicos e mestrado profissional).

O Projeto Pedagógico de 2004 apresentava carga horária total de 3056 horas/aula sendo 408 horas de Estágio Curricular Supervisionado, e 200 horas de Atividades Acadêmicas Complementares (AAC). O Projeto pedagógico então proposto resultava de uma análise do currículo em vigor. Concluímos que, além das exigências legais, se fazia necessária sua revisão. A formulação desta proposta leva em consideração tanto questões de ordem legal, quanto questões de ordem didático-pedagógicas.

Nas questões de ordem didático-pedagógicas foram observados os seguintes princípios:

1) O perfil dos formandos;

2) A flexibilização na organização da grade curricular: a) criação de disciplinas optativas que podem direcionar a formação do graduando segundo seu próprio interesse, na medida em que o campo de atuação do historiador pode ampliar-se consideravelmente, e b) a atual condição do Departamento de História, a saber, o atual quadro docente, bem como o investimento constante na criação de Laboratórios de Ensino e Pesquisa, que acabam por auxiliar na tão almejada ligação entre ensino, pesquisa e extensão.

No que diz respeito às questões legais foram consideradas a LEI No. 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional; RESOLUÇÃO No. 079/2004 – CEP que aprova as Diretrizes do Ensino de Graduação da Universidade Estadual de Maringá; RESOLUÇÃO No. 118/2004 – CEP que estabelece diretrizes para elaboração de projetos pedagógicos dos cursos de graduação com habilitação em licenciatura plena para a formação de professores para atuação nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. PARECER No. 492/2001 – CNE/CES, homologado em 09 de julho de 2001; PARECER No. 1.363/2001 – CNE/CES, homologado em 25 de janeiro de 2002; a RESOLUÇÃO No. 13 – CNE/CES, de 13 de março de 2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em História; o PARECER No. 1.362/2001 – CNE/CES, que estabelece a carga horária para Prática de Ensino e Estágio Curricular Supervisionado; a RESOLUÇÃO 027/2005 – CEP, que dispõe sobre o Estágio Curricular Supervisionado nos cursos de graduação da Universidade Estadual de Maringá.

Chefia

Chefe: Prof. Dr. Lúcio Tadeu Mota / Chefe Adjunto: Prof. Dr. Reginaldo Benedito Dias

Representantes do departamento nos conselhos

Conselheiros(as)
 Cargo
Conselho Interdepartamental do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes - CI/CCH
Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão - CEP
Conselho de Administração - CAD
Conselho Universitário - COU 
Prof. Dr. Angelo Aparecido Priori
Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
                            
               X
 
           
              X
 
Prof. Dr. Christian Fausto Moraes dos Santos
Coordenador Adjunto do curso de Pós-Graduação em História - PPH
                    
               X
      
           X
 
 
Prof. Me. Hudson Siqueira Amaro
Coordenador do curso de História - EAD
                        
               X
      
           X
 
 
Profª. Drª. Isabel Cristina Rodrigues
Coordenadora do curso de História – Sede e Vice-Presidente da Câmara de Graduação, Extensão e Educação Básica e Profissional
                
               
 
               X
        
      
 
           X
 
 
Prof. Dr. José Carlos Gimenez
Coordenador Adjunto do curso de História - Sede
              
               X
      
           X
 
 
Profª. Drª. Karla Maria da Silva
Coordenadora do curso de História - CRV
                        
               X
      
           X
 
 
Prof. Dr. Leandro Brunelo
Coordenador Adjunto do curso de História - EAD
              
               X
      
           X
 
 
Prof. Dr. Luiz Felipe Viel Moreira
Coordenador do curso de Pós-Graduação em História - PPH
              
               X
      
           X
 
 
Profª. Drª. Márcia Elisa Teté Ramos
Coordenadora do curso de Mestrado Profissional em Ensino de História - PROFHISTÓRIA
               

 

               X
       
 
           X
 
 
Prof. Dr. Marco Cícero Cavallini
Chefe Adjunto do Departamento de História - DHI
               
               X
     
Profª. Drª. Neilaine Ramos Rocha de Lima
Coordenadora Adjunta do curso de História - CRV
              
               X
      
           X
 
 
Profª. Drª. Renata Lopes Biazotto Venturini
Coordenadora Adjunta do curso de Mestrado Profissional em Ensino de História - PROFHISTÓRIA
 
 
              X
 
 
           X
   
Profª. Drª. Solange Ramos de Andrade
Chefe do Departamento de História - DHI
              
               X
      
            
 
 
Profª. Drª. Vanda Fortuna Serafim
Representante do Departamento de História
 
 
 
          
            X

Calendário de reuniões do DHI (2019)

Qualquer alteração será informada com antecedência.

 

: 26/02

: 19/03

: 23/04

: 21/05

: 18/06

: 16/07

: 20/08

: 17/09

: 22/10

10ª: 19/11

11ª: 03/12

Docentes

Graduação

História - Sede

Coordenadora: Profª. Drª. Isabel Cristina Rodrigues / Coordenador Adjunto: Prof. Dr. José Carlos Gimenez

História - CRV

Coordenadora: Profª. Drª. Karla Maria Silva / Coordenadora Adjunta: Profª. Drª. Neilaine Ramos Rocha de Lima

História - EAD

Coordenador: Prof. Me. Hudson Siqueira Amaro / Coordenador Adjunto: Prof. Dr. Leandro Brunelo

Estágio

Coordenadores de Estágio História - Sede: Profª. Isabel Cristina Rodrigues (Obrigatório) e Prof. Dr. Ailton José Morelli (Remunerado)

Pós-Graduação

Projetos

Museu da Bacia do Paraná

Publicações da EDUEM

O SPI e os Xetá na Serra dos Dourados - PR : acervo documental 1948 a 1967

Conforme a documentação levantada e aqui apresentada, os grupos Xetá viviam e ocupavam extensos territórios nas margens do Rio Ivaí, no Paraná. As informações históricas, compiladas até o momento, mostram os Xetá desde a Colônia Teresa Cristina, hoje município de Cândido de Abreu, até abaixo da Corredeira do Ferro, entre os municípios de Guaporema e Mirador, a partir de 1840. Na Serra dos Dourados, junto com os animais da fauna regional, eles foram refugiando-se até a chegada da colonização moderna, em 1950. Nesta produção que ora apresentamos ao público, em trabalho realizado por pesquisadores do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-História da Universidade Estadual de Maringá (LAEE/UEM), elencamos e descrevemos documentos gerados pelo SPI no período de 1948 a 1967. A análise de seus conteúdos será realizada em outros momentos quando da interpretação da história da diáspora dos Xetá da Serra dos Dourados.

Nina Rodrigues e as religiões afro-brasileiras: a 'formalidade das praticas' católicas no estudo comparado das religiões (Bahia século XIX)

O interesse deste livro consiste em compreender a investigação realizada por Nina Rodrigues acerca das manifestações religiosas dos povos africanos e seus descendentes na Bahia do século XIX. A tese que se buscou demonstrar é a de que, ao torna-las objeto de ciência e buscar formas conceituais para referenciá-las, Nina Rodrigues as representou a partir de um referencial cristão: o monoteísmo católico. Para tanto, a pesquisa realizada analisou as obras de Nina Rodrigues atentando a forma como ele se apropriou do modelo evolucionista cultural de E.B. Taylor para representar as religiões no Brasil e acabou por desenvolver um paradigma para pensar as religiões afro-brasileiras, pautado no método de estudo comparado e cujo principal referente consistiu no monoteísmo católico. As fontes centrais consistiram nas obras O animismo fetichista dos negros bahianos (1935) e Os africanos no Brasil (1982) de Nina Rodrigues e a obra Primitive Culture (1920, 1903) de E. B. Tylor. Dentre os aportes teóricos utilizados pode-se destacar: Michel de Certeau e a obra A escrita da história (1982) para pensar a antropologia da crença. Os conceitos de 'apropriação', 'visão de mundo' e 'representação' de Roger Chartier (1990, 2002) serviram à reflexão da forma como Nina Rodrigues se apropriou da metodologia de estudo das religiões em Tylor, ressignificando-na a partir de sua 'visão de mundo' para representá-la de uma nova forma. Foi fundamental a esta discussão a reflexão sobre as 'formalidades das práticas' (CERTEAU, 1982), a fim de compreender a opção, em Nina Rodrigues, pelo referencial católico enquanto norteador no estudo das religiões africanas. Embora não se possa dizer categoricamente que Nina Rodrigues parta do objetivo de defesa da fé católica, a pesquisa constatou que suas observações, interpretações e conclusões para pensar religião não poderiam sustentar como insignificante a diferença entre os quadros de referência em função dos quais uma sociedade organiza as ações e os pensamentos. Embora parta da ciência e de um Estado laico, não conseguiu como pretendia, simplesmente apagar de sua 'visão de mundo' todo um aparato católico de formação, de percepção de valores, próprio do lugar social no qual ele se insere.

Santo de cemitério: a devoção ao Menino da Tábua (1978-1994)

Este livro tem por objetivo realizar a partir de um estudo de religiosidade católica, a análise de formação de um santo de cemitério, o menino da tábua da Cidade de Maracaí, SP, de 1978 a 1994. Utilizando jornais da região, fontes orais e documentos do poder municipal, a autora recupera a historia da santidade, destacando os principais elementos que contribuíram para as suas criações, bem como as implicações políticas, econômicas e sociais que caracterizam seu culto, confirmando a relevância dos trabalhos históricos no campo do religioso.

Antônio Vieira: o império do outro mundo e o império deste mundo

O livro analisa a relação entre as ações de Antônio Vieira no mundo dos homens e sua concepção de que o Reino de Portugal havia sido escolhido por Deus para universalizar o cristianismo. Para o jesuíta era preciso fortalecer econômica, social e politicamente o Reino português, para construir o Quinto Império, o Império de Deus na Terra. Para tanto, era necessário fortalecer o Rei da restauração, o "Estado", a produção e o comércio, e, desta forma, garantir a expansão do Império Português. Ao buscar a universalização do Reino de Deus na Terra, Vieira analisa o mundo material, a guerra, as relações internacionais, a vida política do Reino de uma forma extremamente racional, pois mesmo falando do Céu, tem os olhos na Terra. O trabalho é apresentado em quatro capítulos. Em "o jesuíta e o sapateiro", o cerne da análise são os projetos messiânicos de Vieira. A partir de uma interpretação das trovas de Bandarra, que, segundo seu entendimento era o "verdadeiro profeta", Vieira procura demonstrar que Portugal estabelecerá o "quinto Império" no mundo. O capítulo seguinte, "Sobre cometas e arco-íris" analisa as posições do jesuíta sobre os fenômenos naturais e sobre as explicações que os homens do século XVII produziam sobre tais fenômenos. Nesse capítulo procuramos verificar se Vieira expressa concepções aristotélicas-tomistas e se tem a verdade revelada pelos sábios como fonte do conhecimento. Procuramos ainda analisar se de alguma forma o conhecimento sobre o mundo natural produzido na modernidade é compartilhado por Vieira. O capítulo seguinte, "O império deste mundo", tem como foco questões de caráter político e socioeconômicas. Privilegiamos a discussão sobre a escravidão africana e sobre os cristãos--novos não apenas em razão da relevância desses temas, mas, principalmente, porque essas duas lutas de Vieira foram vistas por analistas como lutas contra as injustiças sociais de seu tempo. De forma diversa, como pretendemos mostrar, consideramos que a abordagem de Vieira sobre os escravos africanos e sobre os homens de negócio decorre de sua concepção de sociedade. Finalmente, no último capítulo, analisamos como o contato com o Oriente e principalmente com a colonização do Brasil, com a construção de um novo mundo, contribuiu decisivamente para a produção de novas relações sociais de novas mentalidades e, por conseguinte, de uma nova cultura religiosa.

A História do Paraná revisitada

A História do Paraná revisitada é uma coletânea que publica os textos do "Prêmio de divulgação científica sobre História do Paraná" promovido pela Associação Nacional de História, seção regional do Paraná (Anpuh/PR). O objetivo do livro é proporcionar a reflexão sobre o conhecimento histórico, bem como divulgar a produção científica de jovens historiadores dos Programas de Pós-Graduação em História localizados no Estado do Paraná. A obra analisa diversos temas da história do Estado, buscando compreender a diversidade das experiências sociais, culturais e políticas, a partir de uma perspectiva crítica e interpretativa. A experiência do passado, quando submetida a uma metodologia histórica adequada, faz com que os leitores possam ampliar a compreensão do fato histórico. O objetivo principal deste livro não é mostrar uma história tradicional, mas contribuir com os estudos sobre História do Paraná, fazendo um profícuo diálogo com temas fundamentais da nossa história nacional, tais como imigração, colonização, racialização, identidade nacional, controle social, religião, educação, vida urbana, vida cotidiana etc., a partir da análise de um amplo arcabouço de fontes, apontando as similaridades e as diferenças existentes entre uma noção mais geral e um contexto mais específico. Assim sendo, a presente coletânea estimula a discussão sobre a produção da pesquisa histórica, apontando para os pesquisadores e para os leitores, vários instrumentos e métodos de seleção e análise documental, levantamento de hipóteses, bem como múltiplas possibilidades de interpretações sobre os seus objetos de estudos.

Terra crúa

O público ledor de Maringá tem em mãos, finalmente, a aguardada reedição de um clássico da literatura regional, o livro Terra Nua, de autoria do advogado e ex-vereador Jorge Ferreira Duque Estrada por meio da qual narra e interpreta fatos relacionados com a origem de Maringá, seus organizadores são Reginaldo Benedito Dias, Sérgio Gini e Miguel Fernando Perez Silva.

Integralismo: problemas, perspectivas e questões historiográficas

O Integralismo tem se consolidado como um campo de estudos dentro da historiografia brasileira, especialmente dentro da história política, da social e das idéias políticas. Ano após ano, o volume de teses, dissertações, livros e artigos que abordam aspectos do movimento se torna cada vez maior e se torna complexa, para o historiador que está se iniciando nos estudos do tema, a tarefa de se orientar na massa de textos já produzidos a respeito. Como não podia deixar de ser, essa historiografia é desigual em volume e profundidade. Alguns temas mereceram particular atenção e há um bom volume de textos e informações disponíveis. Outros, apesar de relevantes, mal foram abordados e outros, ainda, foram muito estudados sobre um enfoque específico, mas ainda poderiam ser analisados sob outros ângulos, com novas abordagens teóricas ou fontes documentais. Para cada uma dessas situações, o livro oferece respostas diversas. Quando há um volume relevante de conhecimento já disponível, ele comenta os textos e procura dar, ao leitor iniciante, um quadro geral sobre a questão, enquanto que, para temas pouco explorados ou que merecem novos enfoques, são elaboradas hipóteses e oferecidas sugestões. A ideia é que a pessoa interessada no integralismo possa, a partir desse trabalho, caminhar com suas próprias pernas, mas já tendo um quadro de conjunto com que iniciar sua pesquisa. O livro, pois, não se destina a um público leigo e nem para o especialista em uma dada temática, mas sim para um leitor que está interessado na Ação Integralista, que já conhece, em linhas gerais, sua trajetória e que quer se informar melhor sobre o que já foi feito e no que sua colaboração poderia ser relevante. Dessa forma, o livro é dividido em vários eixos (bases sociais, origens e bases ideológicas, relações internacionais, jogo político, dinâmica interna e o integralismo depois de 1938), os quais, por sua vez, são divididos em dezenas de itens. O resultado é um livro com partes desiguais tanto em densidade como em tamanho (refletindo a própria historiografia do movimento), mas que, no conjunto, oferece uma colaboração relevante a todos os que procuram entender melhor o fascismo brasileiro dos anos 1930 e além.

Revisitando Nina Rodrigues: um estudo sobre as religiões afro-brasileiras e o conhecimento científico no século XIX

A partir das obras"O animismo fetichista dos negros bahianos"(1900) e "Os Africanos no Brasil"(1932), busca-se pensar Nina Rodrigues enquanto produto/produtor de um discurso científico acerca das religiões africanas na Bahia do século XIX, destacando as categorias explicativas utilizadas para referenciar tai práticas religiosas. Destacam-se entre elas 'fetichismo', 'animismo', 'double', 'teologia', 'fitolatria', 'hidrolatria', 'liturgia', 'sonambulismo', 'histeria', 'hipnotismo', 'sobrevivências', 'mestiçagem espiritual', e 'totemismo'. Ao partir do método proposto por Edigar Morin sobre o 'pensamento complexo', a autora rompe a homogeneidade de um 'discurso médico' e consegue destacar amultiplicidade de olhares lançados sobre a religiosidade africana. Ao complexizar a figura do médico e ao visualizar os diferentes 'lugares sociais' de seu discurso foi possível, inclusive, desenvolver hipót-ses acerca de uma postura católica em Nina Rodrigues.

Vocabulário ilustrado Xetá

Este vocabulário Xetá constitui parte dos dados lingüísticos coletados por Ayron Dall’Igna Rodrigues junto aos remanescentes Xetá, os quais, na década de 1960 do século passado, viviam na fazenda Santa Rosa, no vale do rio Ivaí, época em que a língua Xetá ainda era plenamente falada pelo pequeno grupo sobrevivente ao extermínio que dizimou seus demais integrantes. Foram reunidos neste primeiro vocabulário de língua Xetá dados lexicais representativos de vários campos semânticos, a maior parte deles ilustrada com desenhos feitos pelos Xetá. O registro fonético dos dados lingüísticos Xetá teve a preocupação de representar maximamente as variações de pronúncia de cada palavra ou enunciados maiores. Espera-se que este vocabulário seja o primeiro de uma série de materiais que alimentam a vontade indescritível e crescente desse povo de manter a identidade Xetá.

Política e eleição na vida cotidiana

Neste Livro relativo à eleição presidencial brasileira de 1989 e à eleição municipal de 2000 em Maringá-Pr, investigamos o saber cotidiano sobre a política. Para tanto, procuramos perscrutar os valores culturais dos depoentes e entrevistados pelos jornais visando conhecer a concepção política, particularmente, das pessoas pertencentes às camadas populares. Um dos propósitos básicos que orientou o trabalho foi a tentativa de evidenciar que a visão peculiar do cidadão comum - e a maioria daqueles que não participam das atividades ligadas ao campo político - sobre a vida pública é um dos principais determinantes da sua maneira de participar da política em momentos eleitorais. A nosso ver, boa parte do pensamento letrado, muitas vezes, trata essa questão de forma limitada quando procura explicar a chamada despolitização baseando-se apenas na baixa escolaridade, desinformação e desinteresse dos populares pelos assuntos da polis. Naturalmente que não se pode negar o peso dessas variáveis nos estudos sobre a arte de governar, mas este trabalho encontrou evidências de que não há uma relação direto, unívoca, entre grau de escolaridade, renda, faixa etária e um comportamento que poderia ser considerado "politizado". Nesse senti-do, acreditamos que esta obra fornece subsídios para se pensar que o campo político profissional e o saber cotidiano são universos que funcionam com base em códigos e registros muito distintos; somente levando em consideração essas diferenças - que implica em estudar as experiências de vida das pessoas e não apenas em falar de eleitores "ideais" - é possível entender a concepção dos cidadãos comuns sobre a política, principal-mente na forma como se manifesta em períodos eleitorais.

Sombras Autoritárias e Totalitárias no Brasil

Dessa forma, o presente livro procura contribuir para a análise desses regimes, movimentos e ideologias, autoritários e totalitários, especialmente, mas não só, para o período entre as duas guerras mundiais. Para tanto, reúne artigos diversos sobre tema como fascismo, o nazismo, o integralismo brasileiro, a repressão contra os súditos do Eixo da Era Vargas e outros que, certamente, auxiliarão o leitor a uma melhor compreensão da problemática.

Brazil-U.S. Relations in the 20th and 21st centuries

This book studies relations between Brazil and the USA during the 20th century and outlines some perspectives for the start of the 21st century. Issues related to a wide variety of aspects of the relationship are addressed by bringing together a number of texts by Brazilian and American historians and political scientists. The reader will find studies relating to different historical periods on the economic, political, military, social and cultural relations of these two countries.

Os Xetá no vale do rio Ivaí 1840 - 1920

Os Xetá foram o último grupo indígena constatado no Paraná quando a frente de ocupação cafeeira chegou nos seus territórios do baixo rio Ivaí no final da década de 1940 e início de 1950. Mas, a presença dos Xetá, na bacia do rio Ivaí e seus afluentes, foi registrada quando expedições financiadas pelo Barão de Antonina fizeram contato com alguns grupos no médio rio Ivaí em 1840. Desde então, por mais de 100 anos, têm-se notícias, relatos, descrições e informações oficiais do governo do Paraná se do governo brasileiro sobre esse povo em tais territórios. O livro propõe acompanhar a trajetória dos Xetá nos seus antigos territórios no vale do rio Ivaí desde o século XIX até 1920. Os relatos são apresentados em ordem cronológica como foram escritos enquanto fontes indispensáveis para a história desse povo. Esta publicação se insere no projeto Jané Rekó Paranuhá (O Contar de Nossa Existência) - Programa Interinstitucional e Multidisciplinar de Pesquisa sobre o Povo Xetá. Este projeto foi resultante de um plano de trabalho traçado, em conjunto com a comunidade Xetá, para contemplar vários aspectos da sua vida social, cultural e histórica. Definiu-se pela criação de um Programa Interinstitucional e Multidisciplinar de pesquisa sobre o povo Xetá, que envolveu pesquisadores da UEM - Universidade Estadual de Maringá, UNB - Universidade de Brasília, UFMT - Universidade Federal do Mato Grosso, do Museu Paranaense, técnicos da Secretaria de Educação do Estado do Paraná e membros da comunidade Xetá no Paraná. Teve como objetivo a implementação de um Programa Interinstitucional e Multidisciplinar de pesquisa, revitalização e divulgação do legado cultural (material e imaterial) do povo Xetá aos seus remanescentes, aos órgãos institucionais e a sociedade em geral.

Cultura e diversidade cultural: Questões para a educação

Este livro tem como tema central a questão da diversidade e sua importância para a educação uma vez que a escola é espaço privilegiado para a apropriação de conhecimentos. A educação escolar necessita ser acessível a todos e a escola deve proporcionar, não apenas o ingresso, mas a aprendizagem efetiva dos conhecimentos produzidos pela humanidade.

Cartas econômico-políticas sobre a agricultura e comércio da Bahia (1807)

Neste volume, reeditamos uma coletânea de cartas escritas na Bahia em 1807 e publicadas originalmente em 1821 pela Imprensa Nacional, em Lisboa. Entre seus autores, contam-se o desembargador e deputado nas Cortes Constituintes de 1821 João Rodrigues de Brito e Manoel Ferreira Câmara, o famoso Intendente Câmara. Tais Cartas constituem um documento de elevado valor histórico, pois abordam os problemas da sociedade colonial brasileira na perspectiva teórica da então nascente Economia Política. Trata-se de um documento de época singular, rico de informações sobre as condições da sociedade brasileira nos primórdios do século XIX. O documento teve origem num inquérito econômico encomendado pelo Príncipe Regente Dom João, em 1807, para averiguar a procedência de queixas formuladas por moradores da Bahia. A Carta de Rodrigues de Brito, a mais densa, ocupa cerca de 100 páginas e abrange uma ampla gama de assuntos que vão do exame dos regulamentos sobre comércio e agricultura à análise das condições sanitárias, dos cemitérios, da infra-estrutura, do sistema de pesos e medidas, da região, da educação, da escravidão, da imigração, do policiamento, das eleições, do crédito, da lei de falências, do funcionamento do sistema judiciário, da tributação, da organização urbana, etc. Trata também, o que é surpreendente para a época, do papel da mulher na sociedade. Como se vê, a resposta de brito examina todas as questões essenciais ao funcionamento da sociedade colonial, às vésperas da grande mudança representada pela abertura dos portos e pela revogação das restrições à "liberdade de indústria". Aliás, o texto de Rodrigues de Brito, assim como o de Ferreira da Câmara, constitui um indicativo de que essas medidas liberalizantes já eram moeda corrente no debate político da elite luso-brasileira naquele começo de oitocentos. Assim, parodiando Marx quando este tratou do golpe de Luiz Bonaparte, os atos assinados por Dom João em sua chega ao Brasil, rompendo com as antigas práticas mercantilistas, não caíram como um raio num dia ensolarado. A liberalização econômica de 1808 já estava sendo preparada no campo das idéias e os próprios termos usados no inquérito econômico mandado realizar pelo Príncipe Regente são indicadores seguros de que as novas idéias já estavam presentes na própria linguagem usada por círculos importantes do Estado português

História do Paraná: séculos XIX e XX

História do Paraná: séculos XIX e XX é uma obra que analisa diversos temas da história do Estado, buscando compreender a diversidade das experiências sociais, culturais e políticas, a partir de uma postura crítica e interpretativa. A análise do passado, quando submetida a uma metodologia histórica adequada, faz com que os leitores possam ampliar a compreensão dos fatos históricos. O objetivo principal deste livro não é mostrar uma história tradicional, mas contribuir para o entendimento da história do Paraná, sempre levando em consideração as experiências sociais do nosso povo, no tempo e no espaço. Portanto, o livro não abarca todos os temas fundamentais da história do Paraná. Houve uma seleção de assuntos. O livro parte de um perfil bem definido: a história vista a partir dos seus movimentos sociais, políticos, econômicos e culturais. Para isso, definiu-se analisar aqueles movimentos mais importantes e as mudanças estruturais que marcaram o Paraná dos séculos XIX e XX.

O Catolicismo popular na revista eclesiástica brasileira (1963-1980)

A partir da leitura de uma revista católica, a Revista Eclesiástica Brasileira, e de documentos oficiais da Igreja Católica, a autora objetiva apontar e analisar como a instituição eclesiástica aborda, conceitua e se posiciona perante as manifestações religiosas designadas populares durante os anos de 1963 a 1980. Durante esse período ocorreram mudanças significativas no posicionamento da Igreja Católica diante da história, principalmente a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II, que, contrariamente aos princípios tridentinos, procurou adequar a Igreja Católica ao mundo moderno, levando à necessidade de conhecer o homem que vive nesse mundo, bem como suas manifestações, suas atitudes perante o sagrado, perante a própria Igreja.

Relações Brasil-Estados Unidos: séculos XX e XXI

Este livro tem como objetivo o estudo das relações estabelecidas entre o Brasil e os Estados Unidos ao longo do século XX, além de traçar algumas perspectivas para o início do século XXI. Propõe-se atingir essa finalidade com a abordagem de temas relativos aos mais variados aspectos dessas relações através de um conjunto de textos de historiadores e cientistas políticos do Brasil e dos EUA. Assim, o leitor encontrará nos capítulos desse livro estudos relacionados aos aspectos econômicos, políticos, militares, sociais e culturais das relações entre os dois países

O levante dos posseiros: a revolta camponesa de Porecatu e a ação do Partido Comunista Brasileiro no campo

O Levante dos posseiros analisa a revolta componesa de Porecatu, movimento social de resistência, articulado por camponeses em defesa da posse da terra, na região Norte do estado do Paraná, nos anos de 1940 e 1950. Esse movimento tomou corpo e forma a partir da intervenção de militantes e dirigentes do Partido Comunista Brasileiro, que, por meio de uma ampla rede de solidariedade conseguiram organizar a luta armada por um período superior a dois anos. O estudo foi realizado tendo como base os documentos e relatórios produzidos pela Delegacia de Ordem Política e Social do Paraná (DOPS/PR), pelo Partido Comunista Brasileiro, pelo Fórum da Comarca de Porecatu e por uma ampla gama de reportagens sobre o episódio, publicada em jornais e revistas da época. Com isso foi possível compreender as artimanhas elaboradas pelos camponeses na luta e defesa da posse da terra, bem como os mecanismos de repressão instituídos pelo Estado, através do DOPS, da Polícia Militar e do Judiciário. Constatou-se que o uso da força policial e repressiva foi decisivo na derrota e desarticulação do movimento camponês armado. Como resultado da ação, milhares de camponeses foram deserdados e expulsos de suas terras e deslocados para outras regiões do Estado. Desde o século XIX, os homens do campo se organizam e se mobilizam para defender os seus direitos. No centro do processo, a incessante luta pela terra. Mas, sem dúvida, foi no século XX que essas lutas ganharam contornos diferenciados e nos permitiram incursionar pelos caminhos profícuos da análise histórica. Movimentos sociais como os dos posseiros de Porecatu são exemplos de como esses agentes sociais rurais, em movimentos de continuidades e rupturas, articularam-se na defesa de suas terras ou na luta por seus direitos. Neste livro, o leitor tomará ciência da odisséia de centenas de famílias de camponeses, que, no ceifar da labuta cotidiana, lutaram, resistiram, mataram e morreram para defender o seu quinhão de terra e a dignidade das suas famílias. Do suor, do sangue e das lágrimas construíram as suas histórias. Da violência, os seus destinos!

Edições Diálogos

As revoluções na América latina contemporânea: os desafios do século XXI

O desenlace de impasse disputas gestadas muitas vezes em décadas de contradições nas sociedades latino-americanas, e que tem como base as históricas injustiças e as profundas desigualdades na distribuição da renda, nem sempre terminou em crises revolucionárias. Entretanto, reformas e modificações económico-sociais, de diferentes intensidades e marcadas pelo signo da violência política, foram um denominador comum a quase todas as histórias nacionais. E é dessas experiências, independente do potencial transformador das estruturas sociais que as mesmas puderam alcançar, que queremos tratar neste livro, a partir do estudo de alguns casos: Colômbia, Paraguai, Argentina, Venezuela, Guatemala e Bolívia. Estamos agora, com uma história do tempo presente latino-americano, vivenciando novas mudanças, mas com a amarga fatura sendo cobrada de um processo de "democratização" no qual nunca se deixou de criminalizar ao movimentos sociais. Uma perspectiva que abre para entendermos os "progressismos" que vivenciamos na primeira década do século XXI como parte de um longo ciclo de lutas, que ultrapassa a esses mesmos governos.

As revoluções na América Latina contemporânea: entre o ciclo revolucionário e as democracias restringidas

O desenlace de impasses e disputas gestadas muitas vezes em décadas de contradições nas sociedades latino-americanas, e que tem como base as históricas injustiças e as profundas desigualdades na distribuição da renda, nem sempre terminou em crises revolucionárias. Entretanto, reformas e modificações económico-sociais, de diferentes intensidades e marcadas pelo signo da violência política, foram um denominador comum a quase todas as histórias nacionais. E é dessas experiências, independente do potencial transformador das estruturas sociais que as mesmas puderam alcançar, que queremos tratar neste livro, a partir do estudo de alguns casos: Colômbia, Paraguai, Argentina, Venezuela, El Salvador e Bolívia. Estamos frente a estudos diversos, de movimentos transformadores e mesmo transgressores, que se deram não apenas em períodos históricos relativamente curtos. Algumas experiências com potencial de mudança das estruturas sociais de alcances limitados, mas que não deixam de ser revolucionárias, pois a violência amparou minimamente alterações no status quo. Experiências que passamos a viver nessas últimas décadas do século XX em situação aparentemente paradoxal, pois ao mesmo tempo em que esteve em curso "processo(s) democratizador(es)", ampliou-se a criminalização das lutas sociais.

As revoluções na América Latina contemporânea

O desenlace de impasse disputas gestadas muitas vezes em décadas de contradições nas sociedades latino-americanas, e que tem como base as históricas injustiças e as profundas desigualdades na distribuição da renda, nem sempre terminou em crises revolucionárias. Entretanto, reformas e modificações económico-sociais, de diferentes intensidades e marcadas pelo signo da violência política, foram um denominador comum a quase todas as histórias nacionais. E é dessas experiências, independente do potencial transformador das estruturas sociais que as mesmas puderam alcançar, que queremos tratar neste livro, a partir do estudo de alguns casos: Colômbia, Paraguai, Argentina, Venezuela, Guatemala e Bolívia. Estamos agora, com uma história do tempo presente latino-americano, vivenciando novas mudanças, mas com a amarga fatura sendo cobrada de um processo de "democratização" no qual nunca se deixou de criminalizar ao movimentos sociais. Uma perspectiva que abre para entendermos os "progressismos" que vivenciamos na primeira década do século XXI como parte de um longo ciclo de lutas, que ultrapassa a esses mesmos governos.

História e Direitos Humanos no Mundo Contemporâneo: (Des)Construções. Anais da XXIII Semana de História; IX Fórum de Pós-Graduação em História; VIII Congresso de História de Ivaiporã; IV Fórum de Licenciatura em História; I Encontro do ProfHistória-UEM

É com grande satisfação que a Comissão Organizadora do Evento ―XXIII SEMANA DE HISTÓRIA‖, cuja edição congregou o IX FÓRUM DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA, o VIII CONGRESSO DE HISTÓRIA DE IVAIPORÃ, o IV FÓRUM DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA e o I ENCONTRO DO PROFHISTÓRIA-UEM, divulga o livro HISTÓRIAS E DIREITOS HUMANOS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: (DES)CONSTRUÇÕES, resultado do envio dos trabalhos completos dos participantes em Simpósios Temáticos. O evento ocorreu na Universidade Estadual de Maringá, Campus Sede, município de Maringá e no Campus Regional do Vale do Ivaí, município de Ivaiporã, no período de 21 a 23 de novembro de 2018, tendo como tema o título deste livro, em comemoração ao 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O objetivo foi reunir docentes e estudantes do ensino superior, graduação e pós-graduação, bem como docentes da rede de educação básica, para discutirem e refletirem sobre diferentes temáticas pertinentes e diretamente relacionadas à História e aos Direitos Humanos.

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